Se estamos falando de um projeto de drenagem urbana, é impossível desassociar o tipo de solo daquela área.

Quando vamos fazer um projeto, se o terreno tiver uma cobertura natural ou pouco urbanizada, logo, haverá uma maior absorção da água pelo solo e retenção pelas folhas, valas ou pequenos buracos no solo.

Além disso, quando a água fica retida, há a evaporação natural dele, isso sem falar da evapotranspiração, que é quando as plantas utilizam aquele líquido que ficou no solo e ao transpirarem enviam ela novamente para a atmosfera, reiniciando o ciclo hidrológico.

Porém, na área urbana, a cobertura vegetal é pequena, ficando restrita às praças, lotes e às determinações das regulamentações locais que, na prática, muitas vezes não acontecem.

Dessa forma, teremos a maioria dos lotes nas áreas urbanas totalmente impermeabilizados. Com isso, não teremos retenção de água, fazendo com que ela escoe direto para o meio fio, guias e sarjetas, caindo, em seguida, para as galerias.

Assim, teremos um maior escoamento superficial nas áreas urbanizadas. Na hora de calcular a vazão do projeto, independente do método, será necessário adotar o coeficiente de escoamento superficial.

O que é o coeficiente de escoamento superficial?

O escoamento superficial em si é o momento em que a chuva cai e é transportada. Por isso, essa fase pode ser considerada, para os engenheiros, a parte mais importante do ciclo hidrológico.

Em algumas literaturas, o coeficiente de escoamento superficial também é chamado de coeficiente runoff ou coeficiente de deflúvio.

Ele é, basicamente, a razão entre o volume da água que foi escoado superficialmente e o que foi precipitado. Ele pode ser tanto relativo a uma chuva isolada ou a um intervalo de tempo em que várias chuvas aconteceram.

C = Volume total escoado / Volume total precipitado

No caso da microdrenagem, esse valor será sempre abaixo de 1.

Tabelas de coeficiente de escoamento superficial

Tabela de coeficiente de escoamento superficial
Tabela de coeficiente de escoamento superficial

Na hora de realizar o projeto, o coeficiente de escoamento superficial será aplicado de acordo com tabelas. Elas podem ser tanto oferecidas pela literatura técnica quanto pelo próprio município.

Em relação aos números dessas tabelas, eles vão variar de acordo com dois fatores: declividade do terreno e tipo de solo.

Porém, é importante ressaltar que, mesmo já tendo o coeficiente de escoamento, o ideal é que o engenheiro realize uma análise mais aprofundada do terreno.

Afinal de contas, se pegarmos um terreno que possa ser totalmente impermeabilizado e um outro em que é necessário deixar uma boa parte de área verde, será necessário fazer uma média do coeficiente de escoamento.

Posts relacionados

Fonte: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *